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A ruptura do tendão de Aquiles
Autor: Rogério Liporaci
Postado em: 14/08/2017 às 16:15

A ruptura do tendão de Aquiles é um quadro musculoesquelético grave para o rendimento físico futuro no esporte. Para que ela ocorra, normalmente associa-se uma degeneração local que, com a cronicidade de inúmeras contrações excêntricas para posicionamento correto do membro distal e/ou explosivas de impulso, pode acarretar a ruptura do tendão.

 

Nas ligas profissionais de basquete e baseball americanos, as taxas de retorno ao esporte (sigla em inglês, RTP) são entre 60 a 70%. A cada 10 atletas de elite, 4 podem não retornar ao seu trabalho. Esta taxa é preocupante.
O efeito funcional de uma ruptura, apesar de muitos estudos, ainda é incerto, assim como critérios claros de retorno ao esporte.

 

Pensando nisto, Trofa e cols acabaram de publicar um estudo com objetivo de comparar as taxas de RTP e os resultados funcionais dos atletas em ligas profissionais americanas após um reparo primário do Aquiles. Foram acompanhados por 2 temporadas atletas da NBA, NFL MLB e NHL que passaram por reparo no Aquiles de 1989 a 2013. 
- 63 atletas foram incluídos, e os resultados foram:

 

30% dos atletas não retornaram ao esporte. Dos atletas que retornaram ao esporte, a participação média nos jogos foi em torno de 75% na primeira temporada e 82% na segunda temporada. 

 

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O desempenho documentado foi significativamente inferior nas 2 temporadas em comparação aos níveis pré-lesão. 
Quando comparados com controles não-lesionados, no 1o ano pós-lesão a participação foi menor, mas melhorou no segundo ano. 

 

Quando os esportes individuais foram comparados, os jogadores da NBA foram significativamente afetados, experimentando reduções significativas nos jogos atuantes, tempo de jogo e desempenho.

 

O que digerimos destes resultados: 

1. A taxa de fim da carreira após a ruptura do Aquiles é alta mesmo após o reparo, por isto prevenir neste caso ganha uma importância maior que outras lesões.

2. O desempenho no primeiro ano é predominantemente inferior aos demais e ao nível pré-lesão, mas caso o atleta chegue ao segundo ano pós-lesão, esta depreciação funcional regride.

3. Com isso, se seu atleta trabalhar bem a reabilitação e as funções no primeiro ano, desconectado da pressa de se retornar às atividades, a chance do mesmo conseguir alcançar seu desempenho pré-lesão no segundo ano pós-lesão pode aumentar.

4. Atletas de basquete tem pior prognóstico em relação a esportes que possuem menos volume de saltos, por isso tenha mais cuidado com atletas desta modalidade para que eles cheguem ao segundo ano pós-lesão com qualidade.

 

Fonte: Rogério Liporaci

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